quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Light On


Esse post será dedicado à nova música do fenômeno David Cook: Light On.
Se The Time of My Life foi considera uma bela música, só quero ver agora com o lançamento do primeiro single do álbum pós-Idol mais aguardado por tantos.

Primeiro single? E The Time...? Pois é, The Time... seria o primeiro single do novo CD, mas David Cook decidiu que não! Mais uma vez DC fez uma escolha ousada; a primeira foi na apresentação final do Idol quando decidiu trocar uma música que poderia ser repetida - Billie Jean - por uma nova, que eu considero simplemente ótima, Dream Big.

Acredito que The Time of My Life poderia ser colocada como uma bônus, caso alguém obrige DC a colocá-la no novo CD. No entanto, não é uma música necessária, concordo com David Cook. The Time é um marco; o início de uma nova fase para o músico. Do anonimato de Tulsa para o mundo. Dos bares aos estádios. De trabalhos bem elaborados com pouco orçamento para CDs megaproduzidos sem perder, esperamos, a essência. Essa fase possui até uma equação: The Time of My Life = Winning American Idol. Por conta disse, acho mais do que justo deixar essa música fora. Uma música feita pelo programa, para o programa e para lançamento.

Como o próprio Cook disse, o American Idol foi uma aprendizado, uma evolução, por isso não repete o que já fez. Tem que ser muito macho para fazer isso! E, agora com Light On a coisa continua a mesma, DC decidiu que a música não entraria! Lançou uma balada, com o perdão da palavra, roqueira na qual a letra é realmente muito bem elaborada, casando com uma melodia única e que fácil assimilação.

O novo single marca outra conquista na vida do cantor. Primeiramente a letra parece um fora em alguma mulher, mas, prestando mais um pouco de atenção, nota-se que é uma música pós vitória e caminhando para uma nova conquista. Indo para frente com sua fama e conquista e jamais esquecendo de seu passado: família, amigos, dificuldades; além de sempre poder contar com tudo que veio disso. Esse negócio de fora em mulher deixemos para Richie Kotzen!

Light On me deu esperanças para o novo CD. Com essa decisão de colocar uma música mais "pesada" que Time para um single, que, com certeza, tem que ser mais "pop" que as demais. Como fã, a minha maior vontade é ver um trabalho com cara David Cook, mais pesado, com letras profundas e com base, sem se auto-plagiar, nas músicas do primeiro CD solo e da Axium. Nada mais que o bom e velho rock n' roll, direto e sem frescura. Um trabalho estilo Analog Heart, não para conquistar público, mas para dizer o que está guardado.

Confira a letra e a música:
LIGHT ON

Never really said too much
Afraid it wouldn’t be enough
Just try to keep my spirits up
When there’s no point in grieving
Doesn’t matter anyway
Words could never make me stay
Words will never take my place
When you know I’m leaving

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

You know we’ve been down that road
What seems a thousand times before
My back to a closing door and my eyes to the seasons
That roll out underneath my heels
And you don’t know how bad it feels
To leave the only one that I have ever believed in

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

Sometimes it feels like we’ve run out of luck
When the signal keeps on breaking up
When the wires cross in my brain
You’ll start my heart again
When I come along

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Qualé Dave Grohl?

Do G1: Foo Fighters anuncia "longa pausa" nas atividades

Líder da banda americana deu a notícia em entrevista à BBC. "Vamos voltar quando realmente sentirem a nossa falta."

Essa foi a notícia mais triste da semana, na minha modesta opinião. O Foo Fighters é uma das maiores e mais bem sucedidas bandas do mundo, além de ser uma das minhas preferidas. Mora, sim, no meu coração. Mas que idéia foi essa de parar? Tantas bandas que voltaram depois de um bom tempo "paradas". O Metallica, por exemplo, parou por 18 anos e só agora lançou um trabalho realmente à altura do álbum negro.

Dave Grohl só pode mesmo estar ficando louco. Echoes, Silence, Patience & Grace, último trabalho da banda, foi considerado um dos melhores álbuns, o mais maduro e o mais eclético do grupo. Agora me diz, por quê parar? A moda das bandas pararem para seguirem suas carreiras paralelas já passou. O Foo Fighters é, e agora era, uma das poucas bandas que conseguiam conciliar o projeto principal, o FF, das outras bandas de cada um dos integrantes. Por exemplo, Dave montou, ainda no período do Foo Fighters, o Probot, trabalho metal no qual o ex-Nirvana voltou às origens e destruiu na bateria, ao lado de grandes nomes da cena. Além de gravar um CD inteiro com o Queen of the Stone Age.

“Todos os anos nós vamos à Inglaterra, em todos os verões. É hora de fazer uma pausa e só voltar quando as pessoas realmente sentirem a nossa falta." Pois já sinto falta da banda, principalmente no Brasil. Desde o Rock in Rio - Brasil, claro - a banda não dá as caras na terrinha tupiniquim, um pecado. Simplesmente parem de ir à Inglaterra, apareçam em países jamais visitados; isso sim valeria. Garanto que um show do Foo Fighters em São Paulo lotaria com a maior facilidade do mundo, e com rapidez. Há um ano, ou dois, Chris Shiflett veio com sua banda ao Brasil. Qual a dificuldade de fazer o mesmo, agora com o FF? Gostaria de saber a explicação de Dave Grohl para não tocarem no Brasil, algo de muito ruim deve ter acontecido naquele Rock in Rio - do Rio.

Há algo por trás dessa pausa, não pode ser simplesmente falta de interesse dos fãs. Fã que é fã vai a todos os shows das bandas preferidas, mesmo que isso o leve à falência. Estranho, a banda ainda no auge da carreira, com CD quentinho, com novos clipes, músicas fazendo sucesso, ganhando prêmios; nada bate com nada. Simplesmente uma notícia triste para fãs brasileiros que guardavam alguma esperança no fundo do coração. Agora é torcer para que haja uma turnê de despedida, ou algo do tipo.


Mas pergunta que não quer calar é: "Qualé Dave Grohl?"

terça-feira, 8 de julho de 2008

Qual que foi?

Queria ter a capacidade de sempre lembrar meus sonhos. Acho horrível a sensação, porém reconfortante algumas vezes, em não lembrar do que acabei de sonhar. Tenho a mania de sonhar com algo, acordar e voltar pro sonho de novo; mas, depois, que realmente acordo, não lembro de nada e fico com uma sensação estranha. Uma sensação de felicidade ou angustia, dependendo do sonho. Ou pesadelo.

Não tenho tanta capacidade de acordar e lembrar do sonho na íntegra, gostaria, mas não dá. Minha cabeça fica a toda antes de dormir, tanto que, um vez, quase dormindo pensei em algo que considerei brilhante( na minha concepção era brilhante, ok), pulei feito um louco da cama e fui correndo anotar o que havia pensado. Não lembro o que era, mas devia ser muito bom; acredito que deve ter sido na época que eu estava com uma mania de escrever, quase que sobre tudo.

O mais interessante, e posso dizer legal, dos sonhos é a capacidade de sonharmos com coisas totalmente loucas. Isso é normal no sonho; podemos ser livres por lá, hein. Os sonhos já foram retratados de diversas maneiras: pintura, cinema, música, teatro, etc. "Um Cão Andaluz" (Un Chien Andalou) é a mistura de duas telas, as telas de Salvador Dalí, famoso pintor conhecido por seu trabalho surrealista, em conjunto com as telas cinematográficas de Luís Buñuel, aclamado e polêmico diretor espanhol. Tal filme é considerado o maior representante do cinema experimental surrealista.

O filme não possui uma ordem, ou história, correta, se posso dizer, pois se trata de um sonho. Existe a lógica do sonho, que, na verdade, apenas pode ser explicado por psicanálise, por exemplo, de Freud; subconsciente e fantasias. Não pretendo entrar em tais detalhes, foi apenas uma vontade de me expressar sobre algo que gostaria de entender um pouco mais e um filme - puxado para um curta, pois tem apenas 16 minutos - que consegui finalmente assistir, depois de longos anos.

Para finalizar, a Disney fala: "Dreams come true", bom, espero que não. Não gostaria muito de ser perseguido, atropelado ou cair de prédios. Deixo pra quem curte uma dorzinha.

Beijos e sonhem comigo ;D

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Existem mais armas do que você imagina...

Quem disse que as armas destruidoras, em geral, são únicas em nosso mundo? Existe uma que ninguém acredita, mas é real. Uma câmera. E mais letal ainda quando acoplada com um belo microfone, se for sem fio da mais credibilidade!

Todo estudante de jornalismo, ou, até mesmo, jornalista, já sofreu com uma câmera na mão. Acompanhe a dramatização:

" - Por favor, a senhora poderia me dar uma entrevista?

Ela, senhora ou moça, muito prestativa, faladeira, e tudo de bom nesse mundo de Deus, diz:

- Por que não?!

Tira-se de seu fiel bate-sinto a maldição, uma câmera e seu microfone.

Os olhos da entrevistada saltam de sua órbita, colam em seus fiéis aparelhos e ela se desespera:

- Ahhhhh!! Não, filmando não!

Tenta-se convencer, mas de nada adianta; é como se fosse outra missão, além a da matéria que você PRECISA terminar, a qualquer custo.

Logo, você se ferra e precisa procurar outras pessoas; que gostem de aparecer na telinha, mas essa espécie está em extinção!"

Se alguém puder me dizer o porquê das pessoas temerem tanto um simples objeto, me diga!Não consigo entender; o entrevistado fala tudo, quando mostramos a câmera ele desespera e quase mata o pobre entrevistador, depois de se descabelar todo.

Será que essas pessoas acreditam, como os índios, que esse maravilhoso e moderno equipamento rouba suas almas e as leva a satanás? O que será que tais pessoas pensam? O que comem? Para onde vão? Será que algum dia darão uma boa entrevista?

Eis as questões!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cook, mais que Cook

Incrível como algumas bandas entram em nossas vidas para nunca mais saírem. Tenho uma boa lista de bandas que considero eternas em minha playlist, mas não entrarei nesses detalhes. Estou aqui para falar do meu mais novo, não tão novo assim, vício musical: David Cook.
Não tenho palavras para descrever tal músico. Talvez destruidor. Fantástico. Mágico. Sublime. Mestre. Brilhante. Gênio. Diria batalhador e, agora, um vencedor. Como alguns sabem, ele foi o grande escolhido como o ídolo americano; vencedor, por lavada, do programa que pára os EUA, o American Idol.
Descobri David Cook meio que sem querer, nunca fui de acompanhar o American Idol; apenas assistia esporadicamente. Sempre achei hilária a seleção dos cantores que iriam para Hoolywood; é algo único e engraçadíssimo. Incrível como tem gente que não tem noção das coisas – de bizarrice e sem noção apenas os programas brasileiros do mesmo estilo conseguem bater o AI.
Mas essa temporada passada, não sei o porque, resolvi acompanhar desde seu começo; dessa maneira descobri o mestre David Cook. O cara já me conquistou de primeira cantando Livin’ on a Prayer, do Bon Jovi; uma versão realmente foda, não tão alta como a original, mas com muita qualidade. A partir desse momento foi que acompanhei religiosamente o programa, com a intenção de sempre assistir as performances desse músico batalhador.
David não foi apenas um cara jogado no programa, possuía já uma carreira musical. CDs lançados com uma antiga banda de amigos – Axium, que é realmente muito boa -, um EP com outra banda (apenas tocando guitarra) – Midwest Kings – e um CD solo. Duro de acreditar que um cara que não era nem um pouco famoso tivesse um CD solo, que é genial; muito bem trabalhado, bela composição, arranjos e tudo que um bom álbum tem direito. Amador? Nem tanto. Apenas faltava um empurrãozinho, que viria adiante.
Dono de uma excelente voz e uma originalidade admirável, David semana após semana foi conquistando cada vez, não só os Estados Unidos, como o mundo. O programa revelava seu jeito singular de adaptar as músicas, versatilidade e ousadia. Músico arriscado! De Hollywood à final do programa Cook me deixava mais e mais espantado; já era um fã, ele havia me conquistado simplesmente com a música que mais curto do Bon Jovi.
Com o passar do programa me empolgava esperando a próxima semana para vê-lo novamente e descobrir o que ele havia feito dessa vez nas músicas. O estilo? Acho que já deu para deduzir: Rock n’ Roll! Nada como fazer todas as músicas, semana após semana, com um dos melhores estilos existentes; além de que essa é a praia de David Cook. Do peso às baladas, e porque não um desafio? Na semana de Andrew Lloyd Webber, Cook cantou The Music of the Night, do The Phantom of the Opera; o maior desafio já proposto para esse grande músico. Resultado? Música destruidora. Jurados boquiabertos. E mais uma conquista.
Nessa altura do programa Cook já possuía sua fama, tudo que havia tocado o tinha glorificado; covers brilhantes que pareciam músicas originais. A lista das músicas é extensa, destaco algumas: Hello, de Lionel Richie; Eleanor Rigby e Day Tripper, dos Beatles; Billie Jean (!!!), Michael Jackson; Little Sparrow, de Dolly Parton; Always Be My Baby, da Mariah Carey; e muitas outras. Inimaginável a dificuldade para escolher as melhores de David Cook, é realmente um desafio para mim.
Sou um fã de músicas que não foram tão bem aceitas no programa, não entendo o motivo. Innocent, da Our Lady Peace; duas músicas excepcionais do Neil Diamond; Hungry Like the Wolf, Duran Duran; Baba O'Riley, The Who; Dare You to Move, Switchfoot; I Don't Want to Miss a Thing, Aerosmith; I Still Haven't Found What I'm Looking For; U2; uma balada escrita por Emily Shackleton, que foi transformada em uma das músicas mais legais e pegajosas que já ouvi, Dream Big; The World I Know, Collective Soul. Foram músicas simples, diretas, sem muita enrolação, mas que transmitiam algo a mais; um sentimento único, coisa que David Cook consegue facilmente.
Não são todas as pessoas que conseguem perceber sentimentos dentro das músicas, não digo apenas nas letras; às vezes apenas a melodia pode nos levar a outro mundo, algo que nunca sentíamos antes. Talvez esteja achando que estou “viajando”, mas, para mim, cada música traz alguma mensagem e sentimento; tanto de quem escreveu, mas, também, o que ela significa para cada pessoa. O poder da música é algo inimaginável e que atinge facilmente quem a nota. Por isso, decidi escrever tudo isso como uma forma de agradecimento ao grande músico que David Cook é, e uma forma de homenagem tanto à ele, quanto às suas músicas.
É fabuloso todo seu trabalho e sua jornada no meio musical. Mesmo se não ganhasse o American Idol, ele continuaria sendo mais famoso que o ganhador; assim como o Chris Daughtry em 2006. E a música da vitória? The Time of My Life! Realmente destruidora, só que mais puxada para a balada. Tudo bem, é simplesmente demais e não sai da minha playlist. Acredito que essa música, assim como as outras que ele escolheu, significa muito para o Cook. E para finalizar: EU TO ANSIOSO PRA CARALHO COM O NOVO CD DELE!! Está para sair lá por setembro; conto os dias!



segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Eterno Andar

Andar pela cidade. Andar pela cidade fazia sua cabeça funcionar.

Colocava os pensamentos em ordem; mas que ordem?

Nunca acreditou que os pensamentos e desejos tivessem uma ordem lógica.

"Como podemos ordenar coisas que não somos nós que escolhemos?"

Estaria ele em busca de algo.

O que seria?

Nem ele sabe.

Talvez quando achar, descubra e se complete.

Incansável procura do complemento de seu vazio interior.

Agora entende a relação da busca e seu andar incessante pela cidade.

Jamais fora para a organização de idéias, que não acreditava.

Mas o que procura?

O que espera?

Sente no ar algo inacabado, o cheiro que traz lembranças.

Nunca entendeu o sentido delas; boas ou ruins?

O que procura?

Procura por algo mais?

Interminável.

Ciclo.

Vicioso.

E sem fim.

Talvez não estivesse preparado naquele momento.

Ele se equivocou.

Um erro atrás de outro fazia gastar aquilo que não era concreto.

Não conhecia o seu melhor lado, descobria-se em meio à multidão.

Guardava para si coisas que não julgava importante.

Acumulava os sentimentos que, futuramente, iriam se tornar seu BigBang.

Sua destruição.

Para sua criação.

Renascendo.

Como uma fênix.

Como a fênix, que da morte tira seu proveito.

Mas ele não entende como.

Ela.

Bela e majestosa.

Que renasce mais revigorada e vivida.

Possa não conter as cicatrizes do passado.

Já que ele as têm,

Eternamente.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pois É



Mais uma semana, pouco agitada, adicionada ao Caso Isabella; notícias padronizadas tanto no Estado quanto na Folha, porém nada realmente revelador e marcante. A defesa continuou a negar o envolvimento do casal com a morte da garota, a polícia continua as investigações – mais testemunhas foram ouvidas, continuando assim, a soma logo passará dos dois dígitos -; a mídia cobrindo todo o caso como se fossem lobos em cima da carne, sem piedade, sem emoções, assim como o casal Nardoni – muita frieza é apresentada para um casal que acaba de perder a filha de forma tão cruel e trágica. Destaque para o Fantástico do domingo passado (20 de Abril) que mostrou a entrevista exclusiva com Alexandre e Anna Carolina, o promotor Francisco Cembranelli ressaltou que nessa entrevista os acusados agiram de forma diferente dos dias de interrogatórios; para a televisão, muito mais emoção foi mostrada do que foi realmente “na vida real”.

Estamos em um tipo de buraco, onde todos os dias mais e mais informações são despejadas em nossas mentes, pela mídia. Não acredito que todo esse circo seja necessário para esse caso, não que ele mereça cair no esquecimento ou não possua importância alguma. A cobertura do caso acabou indo longe demais, assim como a falta de envolvimento da maior parte das pessoas. Essa semana foi a primeira vez que pudemos ver protestos de uma pequena parcela da população contra o casal. Após mais de três semanas de caso, o quê levou apenas nesta algumas pessoas saírem às ruas e gritarem contra o casal em frente a casa dos pais da madrasta?

Deveríamos abrir os olhos para o caso e analisarmos de outra maneira; não apenas como mais um caso João Hélio. Esse caso, especificamente, é o espelho do Brasil e de sua sociedade. Cresce na alma do povo uma camada espessa de metal; estamos com o coração duro, cada vez mais cínicos e passivos diante às brutalidades. Citarei um grande pedaço do artigo de terça-feira, de Arnaldo Jabor: “Como entender que um pai e uma madrasta possam ter ferido, estrangulado e atirado uma menininha de 5 anos pela janela? Como entender a cara sólida e cínica que eles ostentam para fingir inocência? Como não demonstram sentimento de culpa nenhum? Ninguém berra? Ninguém chora? Como podem querer viver depois disso? Como essa família toda – pais, mães, irmãos - se une na ocultação de um crime? Como o avô pôde dizer com cara-de-pau que ‘se meu filho fosse culpado eu denunciaria’? Que quer essa gente? Preservar o bom nome da família? Mas, são parentes ou cúmplices? Como podem os advogados de defesa posar de gravata e terninho e cara limpa, falando de uma ‘terceira pessoa’? Sei que eles responderiam: ‘todos têm direitos de defesa...’, mas, como é que eles têm estomago?”. É impensável que tamanho horror tenha acontecido dentro de uma família de classe média; levando a crer que as mudanças estão, além de tudo, dentro das casas de cada brasileiro. Talvez a única pessoa mais sensata dentro do caso seria a mãe da garota, Ana Carolina Oliveira, que tenta retomar sua vida e deseja justiça; comentou: “As pessoas querem que eu faça escândalo. Não vai acontecer. Nada vai trazer minha filha de volta e eu quero seguir”.

A polícia brasileira mostra muita eficiência pericial no caso Isabella, porém não podemos dizer o mesmo de nossa estrutura penal; defasada perante o crescimento e a “inovação” da barbárie. Não apenas nesse caso, mas em muitos, os “condenados” estão pelas ruas; livres, leves e soltos. Com o crescimento da crueldade, se podemos dizer, as leis de execução penal deveriam ser mais eficientes, rápidas, com punições mais temíveis e relativamente cruéis, violentas e mais rápidas, também. Não há mais como tolerar todos esses crimes horríveis e, muito menos, nossas leis antiquadas; os crimes devem ser estudados e as penas devidamente revistas. A lei deveria ser mais temida, rápida e cruel.

Talvez esteja na hora da justiça abrir os olhos e perceber a realidade ao seu redor; quem sabe com uma ajuda da mídia. É incontestável os criminosos, por meio da lei, conseguirem viver soltos ou sem julgamento; parece que nos dias de hoje o melhor é ser pego e deixar que a lei o liberte, ou faça com que o caso fique pendurado por anos e anos. Podemos ver com o passar dos anos que a lei realmente é cega, ou apenas aparenta ser; o cidadão possui direitos, mas existem direitos para esses monstros que encontramos soltos por aí? Para se ter direitos, tem que ser cidadão e cidadania é merecimento.

Acredito que ninguém parou para pensar do por que de tantos crimes contra as crianças. Por que existe tanto ódio para ser descontado em pessoas inocentes e sem meio de se defender? Nenhum caso de violência contra a criança pode ser explicado. Jabor em seu texto lança a pergunta que todos nos fazemos para cada caso desses: “Por que eles fizeram isso?” e lança a resposta mais coerente que existe: “Por nada...”