terça-feira, 30 de junho de 2009
Aquele que não via
Sentia-se observado.
Não havia devidamente ninguém no recinto;
Talvez uma mosca camuflada pelas paredes
Ou outro pequeno inseto - se puder ser chamado assim - passeando entre sua mobília.
Talvez;
Por que não?
Enquanto procurava
O ser,
Que talvez não estivesse em seu alcance,
Tremia;
Mas não sabia,
Por medo
Ou excitação?
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Uma última vez
segunda-feira, 23 de junho de 2008
O Eterno Andar
Andar pela cidade. Andar pela cidade fazia sua cabeça funcionar.
Colocava os pensamentos em ordem; mas que ordem?
Nunca acreditou que os pensamentos e desejos tivessem uma ordem lógica.
"Como podemos ordenar coisas que não somos nós que escolhemos?"
Estaria ele em busca de algo.
O que seria?
Nem ele sabe.
Talvez quando achar, descubra e se complete.
Incansável procura do complemento de seu vazio interior.
Agora entende a relação da busca e seu andar incessante pela cidade.
Jamais fora para a organização de idéias, que não acreditava.
Mas o que procura?
O que espera?
Sente no ar algo inacabado, o cheiro que traz lembranças.
Nunca entendeu o sentido delas; boas ou ruins?
O que procura?
Procura por algo mais?
Interminável.
Ciclo.
Vicioso.
E sem fim.
Talvez não estivesse preparado naquele momento.
Ele se equivocou.
Um erro atrás de outro fazia gastar aquilo que não era concreto.
Não conhecia o seu melhor lado, descobria-se em meio à multidão.
Guardava para si coisas que não julgava importante.
Acumulava os sentimentos que, futuramente, iriam se tornar seu BigBang.
Sua destruição.
Para sua criação.
Renascendo.
Como uma fênix.
Como a fênix, que da morte tira seu proveito.
Mas ele não entende como.
Ela.
Bela e majestosa.
Que renasce mais revigorada e vivida.
Possa não conter as cicatrizes do passado.
Já que ele as têm,
Eternamente.
