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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Na espera de Cook

David Cook liberou por enquanto um pequeno vídeo das gravações do seu novo disco, ainda sem nome. Esses 45 segundos serviram apenas para atiçar ainda mais minha vontade de ter logo esse disco em mãos e ouvidos.

A grande novidade mesmo é ver que parece estar ficando bom, espero que seja realmente de grande qualidade. Seria ótimo se tivessem músicas mais pesadas como nos trabalhos pré-Idol, afinal, qualidade sempre terá.

Segue o vídeo que me deixou doido:

sábado, 27 de junho de 2009

Axium - Wavelength

Dificilmente fico viciado em uma música apenas, normalmente o vício é com artistas e todo conjunto de obra. Nesses últimos dias tenho ouvido muito a música Wavelength da ex-banda do David Cook, Axium.
Além do instrumental, mais pesado do que estamos acostumados com o novo álbum de DC, achei a letra uma das coisas mais interessantes - algo que é o forte do músico, sempre criativo e bolando letras muito boas. Bom lembrar que Wavelength que escuto é do último show da Axium, então pode até ter um gostinho especial por também ser especial.

Acompanhem música e letra:

Axium - Wavelength - 4 min57 seg:


("I'm ready. For whatever that's worth. What's happening?")

The secrets of hers she swears nobody knows
She gets her happiness from her AM radio
The static in her smile,
Mile after mile
As she drives home

He's a lost cause, a cigarrette in hand
He left his family to be the singer in a band
The feedback in his eyes,
Should come as no surprise
To all of those in spell

I heard the call but I never started running
I took the hit and I never saw it coming
What a way to go
Drop to your knees and remember where you came from
This is the time to abandon hesitation
Watch your bombs fall down below

I stare at the ceiling fan as a whisper inside of me
Telling me just who I am and just how I ought to be
Descrepancies are vain,
And the memories I made
Are out to sea

So stand up and face the flag of the nation in your eyes
Lest the beating of the drum makes you forget to question why
Forget to question why,
Why we always die
To cover up the lie

I heard the call but I never started running
I took the hit and I never saw it coming
What a way to go
Drop to your knees and remember where you came from
This is the time to abandon hesitation
Watch your bombs fall down below, watch your bombs fall down below

I heard the call but I never started running
I took the hit and I never saw it coming
What a way to go
Drop to your knees and remember where you came from
This is the time to abandon hesitation
Watch your bombs fall down below, watch your bombs fall down below
Watch your bombs fall down below, watch your bombs fall down below

quarta-feira, 17 de junho de 2009

The Little Pepper

E não é o que Bob Dylan, o velho lobo, continua a impressionar? Dessa vez foi em seu programa de rádio Theme Time Radio Hour. Dylan gastou todo seu conhecimento sobre o Brasil e também sobre the little pepper Elis Regina na edição de segunda-feira do programa.

O músico ainda deu uma aula de Brasil, comentou que aqui não se fala espanhol, mesmo estando na América do Sul, que o país é um dos maiores da América Latina - apenas errou falando que achava que era maior que os EUA - e completou com os conhecimentos músicais sobre a cantora Elis Regina, dizendo de suas músicas e um pouco de sua história (a parte da história pode muito bem ser wikipedia, mas não tem problema).

Confira o que Dylan falou - 4min 31seg:



Fonte: Rolling Stone

terça-feira, 26 de maio de 2009

A União Faz a Força

Não sei se pode ser considera a melhor notícia do ano, mas chega bem próximo. O jornal britânico The Daily Express lançou que Sir Paul McCartney e o velho lobo Bob Dylan farão uma parceria na composição de algumas músicas. O encontro poderá acontecer na ensolarada Califórnia durante o verão americano (inverno no Brasil).

Por enquanto acredito que sejam apenas suposições, mas há um certo tempo Dylan disse à Rolling Stone EUA que seria "excitante" trabalhar com o ex-fabfour. Macca que deve ter pirado com essa declaração, já que os Beatles eram grandes fãs do mestre folk, que apresentou a maconha aos garotos.

Pode ter certeza que dessa brincadeira sairá material mais do que interessante, talvez histórico. Nos resta esperar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A volta do Sr. Grande

Uma das notícias mais bombásticas e inesperadas de 2009 - pelo menos para minha pessoa - é a reunião clássica de uma superbanda americana dos anos 80, o Mr. Big, separados desde 2002.

De acordo com o Random Chatter Music, a formação original irá se reunir em comemoração do vigésimo aniversário do primeiro álbum da banda. Qual a melhor forma de comemorar para um banda? Turnê! Infelizmente a banda passará apenas pelo Japão, por enquanto nada foi dito de uma World Tour. Agora cabe aos fãs do resto do mundo torcerem para que a banda volte a dar certo e resolvam fazer uma turnê mundial de comemoração, ou voltarem de vez.

O Mr. Big começou em 1988 com Eric Martin (vocais), Billy Sheehan (baixo), Paul Gilbert (guitarra) e Pat Torpey (bateria). A banda é mais conhecida por sucessos como Addicted to That Rush (89), Green-Tinted Sixties Mind (91) e To Be With You (92). Em 1997, Paul Gilbert deixou a banda para seguir sua carreira solo e formar, também, o Racer X. Para seu lugar, foi chamado o igualmente virtuoso Richie Kotzen, que também colocou sua voz em algumas músicas do grupo. Com esta nova formação foram lançados mais dois álbuns, Get Over It (00) e Actual Size (01).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A volta dos que não foram




É difícil destacar-se num mercado saturado com tantos artistas e lançamentos de CDs. A banda Del-O-Max, de Campinas, encontrou uma fórmula de sobressair-se no meio da multidão. Lançou ano passado seu álbum mais recente, Too Hard, em formato de vinil – aqueles “bolachões” que dominaram o mercado fonográfico entre as décadas de 50 e 80. A banda resolveu arriscar ao notar que o número de consumidores em busca desse formato cresce no país e no mundo. Enquanto a tecnologia dos CDs perde espaço para os práticos aparelhos de MP3, observa-se, curiosamente, também um ressurgimento dos bolachões e das pick-ups em que eles são tocados. “O som da nossa banda tem esse lado meio retrô e o vinil parece completar aquela sonoridade que a gente estava querendo alcançar já faz tempo”, opina Guilherme Campos, guitarrista e vocalista da banda. Por via das dúvidas, o novo trabalho também foi lançado em MP3, para não discriminar os fãs. “É para quem quiser fazer download, ouvir e mostrar para os amigos”, diz Guilherme.

Mas como um formato tecnologicamente ultrapassado como o vinil, substituído pelo CD, pode voltar em plena era digital? Em parte graças aos DJs, que nunca abandonaram o formato. Os adoradores do bom e velho toca-discos também garantiram a sobrevivência desse grupo, mas o fato é que ele vêm ganhando novos adeptos. "O vinil virou um objeto de consumo atraente, ‘cool’, e teve seu charme recuperado. Enquanto o formato CD é cada vez mais questionado, o vinil manteve um público cativo", comenta o jornalista, músico e tradutor Ricardo Cruz. “Essa é uma das justificativas para o mercado de LPs estar em ascensão”. Em 2007, cerca de 1 milhão de “bolachões” foram vendidos apenas nos EUA, um crescimento de 36% nas vendas em relação ao ano anterior. No mesmo período, a queda nas vendas de CDs foi de 19%, segundo dados do Nielsen SoundScan, o sistema que reúne informações sobre o setor musical.

É possível achar lançamentos em vinil de bandas novas que vêm ganhando espaço, por exemplo, LCD SoundSystem e The Racounters, e também de artistas consagrados como Paul McCartney e Madonna, Foo Fighters e Coldplay. Ótimos relançamentos também estão pelas lojas; clássicos de Metallica a Abbey Road e Sgt. Peppers, dos Beatles, Blonde On Blonde, de Bob Dylan e Aladin Sane, de David Bowie, a Physical Graffit, do Led Zeppelin e muitos outros nostálgicos. O preço? Nas lojas brasileiras como Saraiva e Livraria Cultura, todos acima de 50 reais; já no site Amazon, a média varia de 12 a 50 dólares.

Charles Leitão, produtor musical e criador do Clube do Vinil em Campinas, também atribui o culto à sensação transmitida ao colocar a agulha sobre a bolacha preta e ouvir os artistas preferidos, com o som da época em que fora lançado. “O som do vinil é algo único”, diz Leitão. “Não consigo entrar nessa de internet, baixar as músicas e pronto. Essa coisa de você não sentir, de não conseguir pegar a música, é estranho. Eu sou da época em que se comprava vinil, se fazia coleção e havia estantes ocupando o espaço na sala só pra guardá-los. E ainda faço isso” afirma. "Você pode até baixar um disco inteiro pela internet, mas nunca terá uma contracapa autografada pelo seu guitarrista preferido, nem poderá vibrar de emoção quando encontrar aquele álbum raro dando sopa num sebo”, completa.

Em comum, muitos aficionados cultuam o ritual nostálgico de virar o disco na vitrola, apreciar as ilustrações e fotos das capas e, acredite se quiser, sentir o cheiro do pvc. No meio musical é possível encontrar histórias inusitadas como a que Maurício Struckel, guitarrista da Del-O-Max, presenciou na “banquinha” de discos que levam aos shows. ”Apareceu uma menina, pegou o disco, abriu e fez uma coisa inimaginável; começou a cheirá-lo com o maior prazer do mundo e dava para ler o lábio dela dizendo: ‘vinil, vinil!’ e continuou cheirando o disco (risos). É uma coisa que tem cheiro, que você pega”, diz.

O som emitido pelo clássico formato plástico é bastante característico. Os aficionados destacam o “chiadinho” ao fundo da música, um efeito de abafamento, que, segundo dizem, dá a sensação de a banda estar ao seu lado. Os apreciadores afirmam que, além da melhor qualidade sonora, o LP é um desafio certo ao músico. Como o vinil comporta apenas 10 ou 12 músicas, o artista tem de realmente selecionar o repertório escolhido para cada álbum. Um dos problemas do disco de vinil é a sua durabilidade. “A do CD é infinitamente melhor, pois, como não há atrito com agulha, a mídia não se deteriora como ocorre com o vinil e a fita magnética cassete”, ressalta Tomi Terahata, consultor de tecnologia musical e técnico de som na EM&T - Escola de Música e Tecnologia. “Mas os CDs deixam os graves menos envolventes e os agudos um pouco mais agressivos, estridentes”, afirma. Em meio ao debate sobre a fidelidade do CD comparada à do vinil, não deixa de ser irônico que ambas as mídias tenham sido superadas por um formato, o do MP3, baseado na compressão de arquivos digitais e na perda de qualidade sonora.

A venda de discos usados é um motor importante do mercado do vinil. A chama do LP é mantida acesa por meio do grande número de sebos, além de sites de vendas, como eBay e Mercado Livre. Usuários do eBay compram 6 discos de vinil a cada minuto, ou 3 milhões de discos ao ano. Uma média incrível para um formato “morto”, não? Existem várias lojas especializadas nas antigas bolachas. Nelas, é possível encontrar desde ofertas que não pesam tanto no bolso até raridades com preços estratosféricos. A Riva Rock Discos, em Campinas, trabalha há mais de sete anos no ramo dos discos, tanto os clássicos de vinil, na maioria de segunda mão, quanto os desacreditados CDs. “Vendo LPs para garotos de 10 anos a pessoas de 60. Todo mundo vem”, comenta Riva, que, por meio de sua loja, procura misturar os diversos estilos musicais como forma de acoplar as pessoas ao vasto e diversificado mundo da música. “A gente procura ter tudo sem discriminação; desde Jazz, do Blues mais primitivo até o Death Metal.” Foi Riva quem ajudou a banda Del-O-Max a amadurecer a idéia de lançar o novo trabalho em vinil. “Foi uma das melhores coisas que já fizemos”, diz. Riva tenta ajudar bandas que considera interessantes a gravarem demos e ainda produz eventos para a divulgação de artistas cultuados. “No rock, há muita injustiça. Muita gente foi esquecida e outras pessoas fizeram sucesso em cima deles. Então, a gente procura divulgar todos”, afirma. “A loja existe há sete anos e nesses setes anos estamos no vermelho. Mas mesmo assim tentamos ajudar”, comenta Riva, que atesta a qualidade da Del-O-Max: “Amizade a parte, a banda é boa!”


Del-O-Max:

- Guilherme Campos – Baixo e vocal

- Renato Henriques – Baixo

- Mauricio Struckel – Guitarra e vocal

- Alessandro Poeta Soave - Bateria




* Matéria produzida no primeiro semestre de 2008 - segundo ano de jornalismo.


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Light On


Esse post será dedicado à nova música do fenômeno David Cook: Light On.
Se The Time of My Life foi considera uma bela música, só quero ver agora com o lançamento do primeiro single do álbum pós-Idol mais aguardado por tantos.

Primeiro single? E The Time...? Pois é, The Time... seria o primeiro single do novo CD, mas David Cook decidiu que não! Mais uma vez DC fez uma escolha ousada; a primeira foi na apresentação final do Idol quando decidiu trocar uma música que poderia ser repetida - Billie Jean - por uma nova, que eu considero simplemente ótima, Dream Big.

Acredito que The Time of My Life poderia ser colocada como uma bônus, caso alguém obrige DC a colocá-la no novo CD. No entanto, não é uma música necessária, concordo com David Cook. The Time é um marco; o início de uma nova fase para o músico. Do anonimato de Tulsa para o mundo. Dos bares aos estádios. De trabalhos bem elaborados com pouco orçamento para CDs megaproduzidos sem perder, esperamos, a essência. Essa fase possui até uma equação: The Time of My Life = Winning American Idol. Por conta disse, acho mais do que justo deixar essa música fora. Uma música feita pelo programa, para o programa e para lançamento.

Como o próprio Cook disse, o American Idol foi uma aprendizado, uma evolução, por isso não repete o que já fez. Tem que ser muito macho para fazer isso! E, agora com Light On a coisa continua a mesma, DC decidiu que a música não entraria! Lançou uma balada, com o perdão da palavra, roqueira na qual a letra é realmente muito bem elaborada, casando com uma melodia única e que fácil assimilação.

O novo single marca outra conquista na vida do cantor. Primeiramente a letra parece um fora em alguma mulher, mas, prestando mais um pouco de atenção, nota-se que é uma música pós vitória e caminhando para uma nova conquista. Indo para frente com sua fama e conquista e jamais esquecendo de seu passado: família, amigos, dificuldades; além de sempre poder contar com tudo que veio disso. Esse negócio de fora em mulher deixemos para Richie Kotzen!

Light On me deu esperanças para o novo CD. Com essa decisão de colocar uma música mais "pesada" que Time para um single, que, com certeza, tem que ser mais "pop" que as demais. Como fã, a minha maior vontade é ver um trabalho com cara David Cook, mais pesado, com letras profundas e com base, sem se auto-plagiar, nas músicas do primeiro CD solo e da Axium. Nada mais que o bom e velho rock n' roll, direto e sem frescura. Um trabalho estilo Analog Heart, não para conquistar público, mas para dizer o que está guardado.

Confira a letra e a música:
LIGHT ON

Never really said too much
Afraid it wouldn’t be enough
Just try to keep my spirits up
When there’s no point in grieving
Doesn’t matter anyway
Words could never make me stay
Words will never take my place
When you know I’m leaving

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

You know we’ve been down that road
What seems a thousand times before
My back to a closing door and my eyes to the seasons
That roll out underneath my heels
And you don’t know how bad it feels
To leave the only one that I have ever believed in

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone

Sometimes it feels like we’ve run out of luck
When the signal keeps on breaking up
When the wires cross in my brain
You’ll start my heart again
When I come along

Try to leave a light on when I’m gone
Something I rely on to get home
One I can feel at night
A naked light, a fire to keep me warm
Try to leave a light on when I’m gone
Even in the daylight, shine on
And when it’s late at night you can look inside
You won’t feel so alone


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Qualé Dave Grohl?

Do G1: Foo Fighters anuncia "longa pausa" nas atividades

Líder da banda americana deu a notícia em entrevista à BBC. "Vamos voltar quando realmente sentirem a nossa falta."

Essa foi a notícia mais triste da semana, na minha modesta opinião. O Foo Fighters é uma das maiores e mais bem sucedidas bandas do mundo, além de ser uma das minhas preferidas. Mora, sim, no meu coração. Mas que idéia foi essa de parar? Tantas bandas que voltaram depois de um bom tempo "paradas". O Metallica, por exemplo, parou por 18 anos e só agora lançou um trabalho realmente à altura do álbum negro.

Dave Grohl só pode mesmo estar ficando louco. Echoes, Silence, Patience & Grace, último trabalho da banda, foi considerado um dos melhores álbuns, o mais maduro e o mais eclético do grupo. Agora me diz, por quê parar? A moda das bandas pararem para seguirem suas carreiras paralelas já passou. O Foo Fighters é, e agora era, uma das poucas bandas que conseguiam conciliar o projeto principal, o FF, das outras bandas de cada um dos integrantes. Por exemplo, Dave montou, ainda no período do Foo Fighters, o Probot, trabalho metal no qual o ex-Nirvana voltou às origens e destruiu na bateria, ao lado de grandes nomes da cena. Além de gravar um CD inteiro com o Queen of the Stone Age.

“Todos os anos nós vamos à Inglaterra, em todos os verões. É hora de fazer uma pausa e só voltar quando as pessoas realmente sentirem a nossa falta." Pois já sinto falta da banda, principalmente no Brasil. Desde o Rock in Rio - Brasil, claro - a banda não dá as caras na terrinha tupiniquim, um pecado. Simplesmente parem de ir à Inglaterra, apareçam em países jamais visitados; isso sim valeria. Garanto que um show do Foo Fighters em São Paulo lotaria com a maior facilidade do mundo, e com rapidez. Há um ano, ou dois, Chris Shiflett veio com sua banda ao Brasil. Qual a dificuldade de fazer o mesmo, agora com o FF? Gostaria de saber a explicação de Dave Grohl para não tocarem no Brasil, algo de muito ruim deve ter acontecido naquele Rock in Rio - do Rio.

Há algo por trás dessa pausa, não pode ser simplesmente falta de interesse dos fãs. Fã que é fã vai a todos os shows das bandas preferidas, mesmo que isso o leve à falência. Estranho, a banda ainda no auge da carreira, com CD quentinho, com novos clipes, músicas fazendo sucesso, ganhando prêmios; nada bate com nada. Simplesmente uma notícia triste para fãs brasileiros que guardavam alguma esperança no fundo do coração. Agora é torcer para que haja uma turnê de despedida, ou algo do tipo.


Mas pergunta que não quer calar é: "Qualé Dave Grohl?"

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cook, mais que Cook

Incrível como algumas bandas entram em nossas vidas para nunca mais saírem. Tenho uma boa lista de bandas que considero eternas em minha playlist, mas não entrarei nesses detalhes. Estou aqui para falar do meu mais novo, não tão novo assim, vício musical: David Cook.
Não tenho palavras para descrever tal músico. Talvez destruidor. Fantástico. Mágico. Sublime. Mestre. Brilhante. Gênio. Diria batalhador e, agora, um vencedor. Como alguns sabem, ele foi o grande escolhido como o ídolo americano; vencedor, por lavada, do programa que pára os EUA, o American Idol.
Descobri David Cook meio que sem querer, nunca fui de acompanhar o American Idol; apenas assistia esporadicamente. Sempre achei hilária a seleção dos cantores que iriam para Hoolywood; é algo único e engraçadíssimo. Incrível como tem gente que não tem noção das coisas – de bizarrice e sem noção apenas os programas brasileiros do mesmo estilo conseguem bater o AI.
Mas essa temporada passada, não sei o porque, resolvi acompanhar desde seu começo; dessa maneira descobri o mestre David Cook. O cara já me conquistou de primeira cantando Livin’ on a Prayer, do Bon Jovi; uma versão realmente foda, não tão alta como a original, mas com muita qualidade. A partir desse momento foi que acompanhei religiosamente o programa, com a intenção de sempre assistir as performances desse músico batalhador.
David não foi apenas um cara jogado no programa, possuía já uma carreira musical. CDs lançados com uma antiga banda de amigos – Axium, que é realmente muito boa -, um EP com outra banda (apenas tocando guitarra) – Midwest Kings – e um CD solo. Duro de acreditar que um cara que não era nem um pouco famoso tivesse um CD solo, que é genial; muito bem trabalhado, bela composição, arranjos e tudo que um bom álbum tem direito. Amador? Nem tanto. Apenas faltava um empurrãozinho, que viria adiante.
Dono de uma excelente voz e uma originalidade admirável, David semana após semana foi conquistando cada vez, não só os Estados Unidos, como o mundo. O programa revelava seu jeito singular de adaptar as músicas, versatilidade e ousadia. Músico arriscado! De Hollywood à final do programa Cook me deixava mais e mais espantado; já era um fã, ele havia me conquistado simplesmente com a música que mais curto do Bon Jovi.
Com o passar do programa me empolgava esperando a próxima semana para vê-lo novamente e descobrir o que ele havia feito dessa vez nas músicas. O estilo? Acho que já deu para deduzir: Rock n’ Roll! Nada como fazer todas as músicas, semana após semana, com um dos melhores estilos existentes; além de que essa é a praia de David Cook. Do peso às baladas, e porque não um desafio? Na semana de Andrew Lloyd Webber, Cook cantou The Music of the Night, do The Phantom of the Opera; o maior desafio já proposto para esse grande músico. Resultado? Música destruidora. Jurados boquiabertos. E mais uma conquista.
Nessa altura do programa Cook já possuía sua fama, tudo que havia tocado o tinha glorificado; covers brilhantes que pareciam músicas originais. A lista das músicas é extensa, destaco algumas: Hello, de Lionel Richie; Eleanor Rigby e Day Tripper, dos Beatles; Billie Jean (!!!), Michael Jackson; Little Sparrow, de Dolly Parton; Always Be My Baby, da Mariah Carey; e muitas outras. Inimaginável a dificuldade para escolher as melhores de David Cook, é realmente um desafio para mim.
Sou um fã de músicas que não foram tão bem aceitas no programa, não entendo o motivo. Innocent, da Our Lady Peace; duas músicas excepcionais do Neil Diamond; Hungry Like the Wolf, Duran Duran; Baba O'Riley, The Who; Dare You to Move, Switchfoot; I Don't Want to Miss a Thing, Aerosmith; I Still Haven't Found What I'm Looking For; U2; uma balada escrita por Emily Shackleton, que foi transformada em uma das músicas mais legais e pegajosas que já ouvi, Dream Big; The World I Know, Collective Soul. Foram músicas simples, diretas, sem muita enrolação, mas que transmitiam algo a mais; um sentimento único, coisa que David Cook consegue facilmente.
Não são todas as pessoas que conseguem perceber sentimentos dentro das músicas, não digo apenas nas letras; às vezes apenas a melodia pode nos levar a outro mundo, algo que nunca sentíamos antes. Talvez esteja achando que estou “viajando”, mas, para mim, cada música traz alguma mensagem e sentimento; tanto de quem escreveu, mas, também, o que ela significa para cada pessoa. O poder da música é algo inimaginável e que atinge facilmente quem a nota. Por isso, decidi escrever tudo isso como uma forma de agradecimento ao grande músico que David Cook é, e uma forma de homenagem tanto à ele, quanto às suas músicas.
É fabuloso todo seu trabalho e sua jornada no meio musical. Mesmo se não ganhasse o American Idol, ele continuaria sendo mais famoso que o ganhador; assim como o Chris Daughtry em 2006. E a música da vitória? The Time of My Life! Realmente destruidora, só que mais puxada para a balada. Tudo bem, é simplesmente demais e não sai da minha playlist. Acredito que essa música, assim como as outras que ele escolheu, significa muito para o Cook. E para finalizar: EU TO ANSIOSO PRA CARALHO COM O NOVO CD DELE!! Está para sair lá por setembro; conto os dias!