domingo, 15 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
The United States of Caos
Seria mais do que engraçado se todos os clichês do cinema – por que não, também, dos quadrinhos – tivessem vida na sociedade americana. Não minto que, quando pequeno, acreditava veementemente que nos EUA tudo aquilo que assistia, acontecia: o Homem-Aranha realmente morava em NY, tirava fotos para o Clarim Diário e era o problemático Peter Parker (pronto, falei).
Levando o assunto a sério, não sei como os norte-americanos conseguem sempre estar em grande perigo e nunca desconfiarem – a não ser quando acontece uma guerra de robôs alienígenas enquanto se passeia com o cachorro, mas ele já está em perigo. A ingenuidade dos americanos, para não dizer alienação, é monstruosa, assim como Godzilla e King Kong destruindo Nova Iorque – sempre ela. O ser mais tapado do planeta, de acordo com Hollywood, seria o povo norte-americano, irônico?
Gostar de aventuras é uma coisa, viver perigosamente todos os dias é outra. A rotina do típico americano é fora do comum, ela pode ser abalada a qualquer momento por qualquer coisa banal; de Gremlins e arquiinimigos a monstros vindos do espaço e desastres naturais elevados à décima potência. Por isso, pense duas vezes antes de visitar a terra do Tio Sam, que por sinal também existe.
sábado, 7 de março de 2009
Quase de fã para fã
Minha dúvida desde o começo era se quem não chegou a ler realmente nada sobre Watchmen entenderia. Tirando toda a porradaria hollywoodiana, Watchmen é quase um filme de fã para fã. Tudo bem, nem todos sairão, muitos menos sairão, 100% satisfeitos com o resultado final, mas não tem jeito, nada agrada a tudo e todos. Os não leitores certamente se perderam em algumas partes, mas nada que complique no desenrolar do filme.
Os mesmos efeitos de câmera, iluminação e gráficos impressionantes que Zack Snyder adicionou em 300 estão em Watchmen. Considerei uma bela escolha, tanto paras ação quanto para dar o clima necessário da HQ. Câmera lenta seguido de câmera mais acelerada dá um tchan impressionante ao filme, assim como os ambientes mais “sombrios”.
Agora, sem palavras, mesmo, fico no momento de comentar os primeiros minutos do filme. Ótima primeira cena, mesmo com todos os toques de brigas de cinema, seguida pela “apresentação” do filme com “The Times They Are A-Changin”, de Dylan. Quem leu o quadrinho entra num estado de recordações de cada momento; cada cena representando partes que iriam ser explicadas mais a frente do filme – já explicadas para os fãs.
A adaptação está quase que perfeita para algo que poderia ter sido um fracasso. Algumas pequenas histórias e sutilezas que encontramos nos quadrinhos faltaram, resta esperar pelo DVD. Minha única decepção foi a parte final do filme, não entendi a mudança feita. Não é o final dos quadrinhos. Não é um final tão feliz – não de alegria – para o filme, deixa brechas para dúvidas e discussões. Certamente foi a parte mais “irritante” para os fãs. É, temos mesmo que esperar pelo DVD, não tem como.
Não sei se é só em mim, mas deixou um gostinho de querer ler novamente Watchmen. Além da alegria de milhares de novos produtos no mercado, e, quem sabe, novos fãs. Aé, dou nota 9, vai.
quinta-feira, 5 de março de 2009
It's time to watch
Decepção? Negação? Morte e destruição? Pela história, fico com a terceira opção. Agora, pelo filme nenhuma das anteriores. Uma decepção e negação completa não será. Pelo pouco que vi até agora, Watchmen me parece basicamente fiel aos quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons, mas sempre com algumas mudanças. Nem todos sairão felizes dos cinemas de todo país; temos que levar em consideração de que quadrinho é quadrinho e filme é filme. Cada macaco no seu galho! Mas, como bons humanos que somos, teremos que misturar as duas artes, questioná-las e criticá-las, não tem jeito.
De qualquer maneira, com tantas dúvidas pelos ares, ainda acredito que será um bom filme. Não tão completo quanto os quadrinhos: são muitas as referências, sutilezas, a densidade, além de muita história mesmo. Talvez um complete o outro. Ainda estamos todos meio perdidos, assim como Watchmen. Assim como este post.
Maiores informações depois do filme, obrigado.
quarta-feira, 4 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Modismo Linguístico - um esboço
A moda está em todo lugar, de roupas e penteados até música e língua portuguesa. Muitas dessas modas vão e vem; outras deixam simplesmente de ser moda e passam a fazer parte de nossas vidas.
Uma expressão que está - há um bom tempo - na boca do povo é o “a nível de”. “A nível de repertório o disco é ótimo”, basta dizer: “o repertório do disco é ótimo”. Os linguistas chamam essa, e mais outras formas, de muleta. Assim como existem pessoas que precisam de muletas para andar, algumas precisam para falar e escrever.
Outro exemplo de modismo é a expressão “no sentido de” no lugar de “para”. “Estamos trabalhando no sentido de conseguirmos verbas...”, a tentativa de embelezar, sofisticar, a frase é falsa. Na tentativa de deixar a frase mais apresentável, a língua vira algo oco, esquisito, artificial.
Outra mania - que já virou moda – é usar três verbos – o conhecido gerundismo ou telemarketing. “A gente vai estar enviando” ou “gostaria de estar recebendo?”, típicas frases das graciosas atendentes de telemarketing que já estão na boca do povo. “O gerundismo (abuso do gerúndio) é um fenômeno linguístico relativamente recente, que aparece em determinados contextos e em situações de formalidade. Há quem diga que essa construção abusiva do gerúndio se deve à tentativa de tradução da estrutura do inglês "will be + gerúndio". Dessa forma, nota-se que o problema é realmente de tradução, pois o gerúndio do inglês nem sempre equivale ao do português. Isso também pode ser explicado por uma tradução apressada dos manuais que vem do exterior, utilizados por empresas de atendimento a clientes e telemarketing. Esse tipo de construção deve ser substituído pela forma clara e direta: ‘Eu vou enviar o sedex’ e ‘Eu vou confirmar os seus dados’.”
Outros modismos podem ser encontrados. Gírias, bordões criados ou amplificados por personagens populares da televisão e embelezamento de frases. Romildo Guerrante escreveu para o Observatório da Imprensa, em 26 de agosto de 2008: “Ninguém discute este ou aquele assunto, mas ‘sobre’ este ou aquele assunto. Ou ‘a respeito de’, como se diz nas dublagens dos filmes do TV, hoje assimiladas pelas novelas e irremediavelmente condenadas ao sucesso. Aliás (já substituído por ‘inclusive’), ninguém pede socorro nas situações de aflição, pede-se que alguém as ajude. Já disse aqui em casa mais de uma vez: não pretendo socorrer quem diz ‘alguém me ajude, por favor’, como se diz nos filmes dublados. Só ajudo se gritar ‘socorro’. E bem alto. Não sei como viver numa sociedade que não dá nome correto às coisas, numa sociedade em que o eufemismo prevalece sobre a informação.”
O que faz essas expressões entrarem e saírem de moda? Quais as mais comuns? Por que algumas permanecem mais em nossas cabeças do que outras? Qual a justificativa do uso contínuo do gerúndio para o telemarketing? Quais as consequências do uso constante dessas muletas? Há o empobrecimento da língua devido aos modismos? O que fazer para evitá-los?
Uma expressão que está - há um bom tempo - na boca do povo é o “a nível de”. “A nível de repertório o disco é ótimo”, basta dizer: “o repertório do disco é ótimo”. Os linguistas chamam essa, e mais outras formas, de muleta. Assim como existem pessoas que precisam de muletas para andar, algumas precisam para falar e escrever.
Outro exemplo de modismo é a expressão “no sentido de” no lugar de “para”. “Estamos trabalhando no sentido de conseguirmos verbas...”, a tentativa de embelezar, sofisticar, a frase é falsa. Na tentativa de deixar a frase mais apresentável, a língua vira algo oco, esquisito, artificial.
Outra mania - que já virou moda – é usar três verbos – o conhecido gerundismo ou telemarketing. “A gente vai estar enviando” ou “gostaria de estar recebendo?”, típicas frases das graciosas atendentes de telemarketing que já estão na boca do povo. “O gerundismo (abuso do gerúndio) é um fenômeno linguístico relativamente recente, que aparece em determinados contextos e em situações de formalidade. Há quem diga que essa construção abusiva do gerúndio se deve à tentativa de tradução da estrutura do inglês "will be + gerúndio". Dessa forma, nota-se que o problema é realmente de tradução, pois o gerúndio do inglês nem sempre equivale ao do português. Isso também pode ser explicado por uma tradução apressada dos manuais que vem do exterior, utilizados por empresas de atendimento a clientes e telemarketing. Esse tipo de construção deve ser substituído pela forma clara e direta: ‘Eu vou enviar o sedex’ e ‘Eu vou confirmar os seus dados’.”
Outros modismos podem ser encontrados. Gírias, bordões criados ou amplificados por personagens populares da televisão e embelezamento de frases. Romildo Guerrante escreveu para o Observatório da Imprensa, em 26 de agosto de 2008: “Ninguém discute este ou aquele assunto, mas ‘sobre’ este ou aquele assunto. Ou ‘a respeito de’, como se diz nas dublagens dos filmes do TV, hoje assimiladas pelas novelas e irremediavelmente condenadas ao sucesso. Aliás (já substituído por ‘inclusive’), ninguém pede socorro nas situações de aflição, pede-se que alguém as ajude. Já disse aqui em casa mais de uma vez: não pretendo socorrer quem diz ‘alguém me ajude, por favor’, como se diz nos filmes dublados. Só ajudo se gritar ‘socorro’. E bem alto. Não sei como viver numa sociedade que não dá nome correto às coisas, numa sociedade em que o eufemismo prevalece sobre a informação.”
O que faz essas expressões entrarem e saírem de moda? Quais as mais comuns? Por que algumas permanecem mais em nossas cabeças do que outras? Qual a justificativa do uso contínuo do gerúndio para o telemarketing? Quais as consequências do uso constante dessas muletas? Há o empobrecimento da língua devido aos modismos? O que fazer para evitá-los?
segunda-feira, 2 de março de 2009
Escolhas
Como sabemos que estamos no caminho certo de nossas vidas? Nunca se sabe. Temos que tentar, arriscar, dar as caras, tomar sopapo da vida. Recentemente, tenho conversado muito com amigos sobre estudo, faculdade e, consequentemente, futuro. Conclusões? Não sabemos mesmo se estamos estudando na área certa. Perdidos entre as antigas diversões e as atuais obrigações.Escolher o futuro com apenas 17 ou 18 anos não é nada fácil. Temos que pensar em toda uma vida, carreira e, claro, em ganhar dinheiro muito novos e num curto período de tempo. Quando chega-se ao terceiro ano do ensino médio, somos obrigados - além de estudar feito um condenado - a pensar rapidamente no curso que iremos prestar ao final do ano. Alguns são impulsionados pelos próprios pais, destinados a prestar um curso que eles escolheram a vida toda por você; outros tentam definir sua futura profissão queimando todos os neoronios possíveis com as ideias mais bizarras. Gosto de ler, então farei letras; gosto números, logo farei matemática; gosto de bichinhos, farei veterinária; não gosto de nada, hippie é a solução - nada melhor que tocar flauta na praça da Sé todos os dias.
Não são todos que tem a sorte de acertar no curso de primeira; muitos desistem ou continuam frustrados em seus estudos. O fato de se achar dentro de qualquer coisa que for escolher é fundamental, de nada adianta estudar para qualquer que seja a área e não se identificar. Nem todo o dinheiro do mundo faz você ser feliz trabalhando. Nunca se engane pensando que aquela profissão é melhor porque dá mais dinheiro; até pode dar, mas você pode ser infeliz e gastar boa parte da sua vida pensando em ganhar dinheiro, e não aproveitar nenhum pouco. Mas também não vale escolher aquele curso que não terá futuro nenhum mesmo. Eu mesmo já havia pensado em prestar artes plásticas, não iria funcionar para mim. Tudo bem que muito menos agora conseguirei sair em férias maravilhosas pelo mundo.
E quando se pensa: será que estou certo nessa área? Tudo parece decepcionante, tedioso e outros adjetivos que não devem ser mencionados. Se estiver no primeiro ano, normal. O primeiro ano de cada curso, acredito eu, é uma das coisas mais tediosas, pura teoria. Saímos do ensino fundamental pensando que todas aquelas horas de estudo acabaram e agora é hora de colocar a mão na massa. Certo e errado: primeiro temos que estudar "tudo" de novo, só que agora da nossa futura profissão; depois chega a parte que sempre sonhamos, arregaçar as mangas.
Caso nada, nada mesmo, agrade, vale a pena desistir e buscar algo que realmente cative. Afinal, somos muito novos ainda para escolhas de uma vida inteira. É melhor desistir agora do que carregar uma bomba relógio dentro da cabeça e explodir em qualquer momento do futuro. Entretanto, existem situações e situações. Não são todos que podem dar ao luxo de desistir de um curso que demoraram ou batalharam para entrar. O que nos resta é pensar no que será o melhor para nossas vidas e, como sempre deve ser feito, arriscar. Afinal, a vida é cheia de riscos que devemos correr. No final, vale a pena.
Não são todos que tem a sorte de acertar no curso de primeira; muitos desistem ou continuam frustrados em seus estudos. O fato de se achar dentro de qualquer coisa que for escolher é fundamental, de nada adianta estudar para qualquer que seja a área e não se identificar. Nem todo o dinheiro do mundo faz você ser feliz trabalhando. Nunca se engane pensando que aquela profissão é melhor porque dá mais dinheiro; até pode dar, mas você pode ser infeliz e gastar boa parte da sua vida pensando em ganhar dinheiro, e não aproveitar nenhum pouco. Mas também não vale escolher aquele curso que não terá futuro nenhum mesmo. Eu mesmo já havia pensado em prestar artes plásticas, não iria funcionar para mim. Tudo bem que muito menos agora conseguirei sair em férias maravilhosas pelo mundo.
E quando se pensa: será que estou certo nessa área? Tudo parece decepcionante, tedioso e outros adjetivos que não devem ser mencionados. Se estiver no primeiro ano, normal. O primeiro ano de cada curso, acredito eu, é uma das coisas mais tediosas, pura teoria. Saímos do ensino fundamental pensando que todas aquelas horas de estudo acabaram e agora é hora de colocar a mão na massa. Certo e errado: primeiro temos que estudar "tudo" de novo, só que agora da nossa futura profissão; depois chega a parte que sempre sonhamos, arregaçar as mangas.
Caso nada, nada mesmo, agrade, vale a pena desistir e buscar algo que realmente cative. Afinal, somos muito novos ainda para escolhas de uma vida inteira. É melhor desistir agora do que carregar uma bomba relógio dentro da cabeça e explodir em qualquer momento do futuro. Entretanto, existem situações e situações. Não são todos que podem dar ao luxo de desistir de um curso que demoraram ou batalharam para entrar. O que nos resta é pensar no que será o melhor para nossas vidas e, como sempre deve ser feito, arriscar. Afinal, a vida é cheia de riscos que devemos correr. No final, vale a pena.
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